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Topitéu - Apresentação da Empresa

Apresentação

 A TOPITÉU - Alheiras de Mirandela, Lda., constituída em 1980 e com sede em Mirandela, agrega o know how, experiência e tradição na confeção de Alheiras e restantes produtos de charcutaria resultantes da fusão de três pequenas empresas artesanais produtoras de Alheiras segundo preceitos e receitas ancestrais.
Com vista ao seu desenvolvimento no mercado nacional e internacional, procedeu à realização de investimentos entre 1980 e 2000, nomeadamente a construção de um matadouro de suínos para obtenção de carnes frescas de qualidade, melhoria e construção de instalações higio-sanitárias sofisticadas com vista ao incremento dos níveis de Qualidade e Segurança Alimentar bem como à aquisição de uma unidade pecuária.
Em 2005, apostada num crescimento organizacional sustentado, implementou um Sistema de Segurança Alimentar, HACCP e obteve a Certificação do seu Sistema de Gestão de Qualidade, de acordo com o referencial normativo NP ISO 9001.
Nesta era, apelidada de Global, a TOPITÉU afirma-se como uma organização conquistadora de novos horizontes e geografias, centrada na satisfação integral dos seus clientes, no investimento contínuo das competências dos seus colaboradores e inovadora nos seus produtos e processos de gestão.


Missão, Visão

 

MISSÃO

"Confecionar para os seus clientes produtos com tradição regional de qualidade secular, garantindo a excelência dos produtos, pela inovação, dedicação e competências dos nossos colaboradores."

 

VISÃO

"Reconhecimento da satisfação gastronomica de tradição dos seus produtos aperfeiçoados de geração em geração, sempre com Qualidade e Segurança Alimentar, resultado do compromisso assumido pela TOPITÉU com os seus Colaboradores, Clientes e Fornecedores."

 

VALORES

Assentam em princípios que por mais tempo que passe, se matêm imutáveis no tempo.

Compromisso com a tradição gastronómica.

Relação de elevada partilha e confiança.

Proximidade com os nossos clientes e parceiros.

Ética e respeito.

Competências técnicas.

Inovação e Qualidade.

Trabalho em Equipa.

Responsabilidade social e ambiental.

 

 

Qualidade, I & D

Ao longo dos tempos, os produtos da salsicharia tradicional portuguesa de Trás-os-Montes foram sendo fabricados pelo saber empírico, com a seleção das melhores carnes e as mais nobres especiarias, temperados lentamente pelas terras frias e pela ação cuidada do fumo.

À tradição do saber dos mestres salsicheiros, juntaram-se as mais modernas técnicas de produção e de controlo de qualidade, assegurando os critérios de valor, reconhecidos nas características dos produtos TOPITÉU.

Terra de gente valente de passado imemorial, Mirandela conserva em si características únicas que conferem aos enchidos e em particular às alheiras, notoriedade certificada, única no País.

Sendo a certificação do sistema de gestão de qualidade reconhecida no mercado atual como um atributo diferenciador, a TOPITÉU apostou na valorização dos recursos humanos, desenvolvendo uma metodologia de processos de produção e de controlo de qualidade, baseadas na norma NP EN ISO 9001, e obteve a certificação em fevereiro de 2005.

Subjacente ao cumprimento dos critérios de qualidade, a TOPITÉU encara em particular a Segurança Alimentar como um meio de consolidar um reconhecimento por entidades certificadoras, através da implementação da norma NP EN ISO 22000, capaz de gerar valores de confiança para os seus clientes e consumidores em geral.

A inovação e o desenvolvimento de produtos têm por base a metodologia validada, que garante uma acuidade permanente às tendências e requisitos do mercado e da evolução tecnológica.

Fortemente motivada para a melhoria continua, a gestão de topo da TOPITÉU lidera uma equipa de quadros superiores de diferentes e complementares aptidões técnicas e científicas, que garantem que qualquer desafio é encarado como uma meta.

É por isso que os nossos produtos são diferentes!

História da Alheira

Diz-se que a origem da alheira remonta aos fins do século XV e princípios do século XVI e está associada à presença dos judeus em Trás-os-Montes. Por não comerem carne de porco, os judeus não faziam nem fumavam os habituais enchidos, sendo assim facilmente identificáveis pela Inquisição. Decidiram assim pegar noutros tipos de carnes e envolvê-las numa massa de pão para criar a alheira. A receita acabou por se popularizar entre os cristãos, que lhe acrescentaram enfim a carne de porco.


Esta ideia de associar o aparecimento da alheira aos judeus fixados próximo da zona raiana, para facilmente fugirem para Espanha, parece querer justificar a prática da alheira mais ajustada à terra fria transmontana.
A suposta ligação da alheira com os cristãos novos talvez não passe de uma ideia romântica popular, e não há factos concludentes que a suportem. Parece mais certo que o seu aparecimento esteja ligado ao próprio ciclo de produção de fumeiros caseiros, ou simplesmente à necessidade de conservação das carnes dos diversos animais criados e para consumo próprio.


Segundo Francisco Manuel Alves, Abade de Baçal, a necessidade ajuda ao engenho, e fruto da perseguição que eram permanentemente alvo pela Inquisição, os judeus, "...não podendo estes comer carne de porco por imposição da sua fé, imaginaram um enchido, que, embora semelhante aos enchidos que por essa época eram o prato forte das gentes, não levasse a carne proibida." O Abade de Baçal chegou a designar a alheira como o chouriço judeu. Manuel Mendes, chamando-lhe chouriça da resistência, vem também Referir a origem da alheira no século XV, produto da necessidade de judeus e cristãos novos fingirem consumir um enchido, mas sem carne de porco. A alheira conteria várias carnes incluindo muita caça.


José Leite de Vasconcelos, na sua Etnografia Portuguesa, referencia a alheira no capítulo dos alimentos de origem animal e como enchido de porco. Na sua perspetiva as alheiras também eram chamadas de "Tabafeiras".


O Abade de Baçal também se refere às alheiras, sempre, associadas à matança e um enchido de carnes. Para a Exposição Portuguesa em Sevilha em 1929, na brochura escrita sobre Trás-os-Montes, refere que em Bragança "se notabilizam como pitéus regionais deliciosos, de fama geral em todo o País taba-feias, fabricadas desde Outubro a Fevereiro..."


O termo alheira ficou associado, em todo o país, à tecnologia fabriqueira das "toucinheiras" mirandelenses ["chouriço de pão levedado em pouco fermento, carnes de capoeira e de cortelho, às vezes abonadas de um chichado de caça miúda, com um bom aviamento de banha do reco, azeite bastante, cebola e salsa esfarrapada nem sempre, alhos bem esmagados, raramente pimenta branca, sal e colorau doce ou picante"].


O espírito empreendedor das gentes de Mirandela levou a que o fabrico e a comercialização da alheira se desenvolvesse em torno da sua cidade, tendo atingidos níveis de genuinidade muito apreciados hoje em dia. Talvez tenha sido esse motivo que fez com que a alheira ficasse historicamente ligada à cidade de Mirandela.